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É provável que o ácido fólico não agrave os problemas de deficiência de B12

 

Consumir ácido fólico a partir de suplementos ou produtos de cereais fortificados é provável que não agrave os problemas associados a baixos níveis de vitamina B12, diz um novo estudo. De acordo com os resultados publicados no Jornal Americano de Nutrição Clínica, as
amostras de sangue e dados dietéticos de mais de 2.500 estudantes universitários não revelaram diferenças entre níveis altos ou baixos de folato e anemia em pessoas com níveis baixos de vitamina B12.
 
"As nossas descobertas são reconfortantes para pessoas que têm níveis baixos de vitamina B12," disse o autor James Mills, MD, do NIH. "Nós não encontramos nenhuma evidência de que o folato pode agravar seus problemas de saúde. Consumir quantidades mais elevadas de ácido fólico não parece interferir no uso da vitamina B12 em indivíduos saudáveis​​. "
 
O estudo envolveu pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde (INS), do Trinity College, Dublin, Universidade de California, Berkeley, Conselho de Pesquisa em Saúde da Irlanda, e da Universidade de Bergen, Noruega.

Benefícios para os bebês
 
Um enorme conjunto de evidências tem ligações relacionadas a deficiência de folato no início da gravidez ao aumento do risco de defeitos do tubo neural (DTN) - mais comumente espinha bífida e anencefalia - em lactentes.

 
O primeiro país a fortificar a farinha com ácido fólico - a forma sintética de folato biodisponível, numa escala nacional, foi Omã, que introduziu esta em 1996. Seguido pelos  EUA e o Canadá, em 1998, e as evidências preliminares indicam que a medida está a surtir efeitos com uma redução de entre 15 à 50 porcento na incidência de DTN.

Um total de 51 países já têm algum grau de fortificação obrigatória das farinhas com ácido fólico.

Os Centros dos EUA para Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) classificou recentemente a prevenção de defeitos do tubo neural através de fortificação da farinha entre a sua lista das 10 grandes conquistas da saúde nos EUA, na última década.

 
Preocupações
 
Apesar do sucesso na redução da incidência dos defeitos do tubo neural, alguns pesquisadores levantaram preocupações que os níveis de ácido fólico nos grãos fortificados podem ser muito elevados para as pessoas.
Alguns estudos sugeriram taxas mais elevadas de anemia e outras anomálias do sangue em pessoas com baixo nível de vitamina B12, que também tinham níveis altos de acído fólico. Contudo, muitos dos estudos foram conduzidos em pessoas mais velhas, um grupo que provavelmente tenha dificuldade em absorver a vitamina B12.
 
 
Detalhes do estudo
Dr. Mills e os seus colegas analisaram as amostras de sangue e ingestão de alimentos de 2.507 estudantes universitários e descobriu que cerca de 5 porcento dos estudantes eram deficientes em B12, que foi definida como a vitamina B-12 em concentrações inferiores a 148 picomoles por litro.

Os pesquisadores não observaram entre os alunos deficientes em B-12 com níveis altos ou baixos de folato, aumentos das taxas de anemia ou alterações do sangue.
 
"Nesta população adulta jovem, as concentrações elevadas de folato não agrava as anormalidades bioquímicos relacionados com a deficiência da vitamina B-12", escreveram os pesquisadores na AJCN.
 
"Estes resultados deram a garantia de que o ácido fólico em alimentos enriquecidos e suplementos não interferem  no metabolismo da vitamina B-12 a nível celular numa população saudável", concluíram.
 
Fonte: Jornal Americano de Nutrição Clínica, Publicado online, antes da impressão
"As concentrações elevadas de folato no sangue agravam as anormalidades metabólicas em pessoas com baixo nível de vitamina B-12?"

Autores: J.L. Mills, T.C. Carter, J.M. Scott, J.F. Troendle, et al.

 
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